terça-feira, 20 de agosto de 2013

Classificações

   O relevo do Brasil tem formação antiga e atualmente existem várias classificações para o mesmo. Entre elas, destacam-se as dos seguintes professores:

  * Aroldo de Azevedo:Uma das primeiras classificações feitas no Brasil sobre o relevo do país começou a ser produzida nos anos 1940 pelo geógrafo e geomorfólogo brasileiro Aroldo de azevedo.Professor da USP, Aroldo publicou seu trabalho em 1949.A classificação baseava-se no critério da altimetria que dividia o Brasil em planícies, áreas de até 200 metros de altitude, e planaltos, áreas superiores a 200 metros de altitude.
Aroldo baseou seu trabalho nas informações produzidas sobre o território até então em trabalhos de campo onde partiu para a observação direta do relevo. Ele dividiu o Brasil em quatro planaltos e quatro planícies.  

  Os Planaltos são:

*Planalto das Guianas
*Planalto Atlântico
*Planalto Central
*Planalto Meridional

  As Planícies são:

*Planície Amazônica
*Planície do Pantanal
*Planície Costeira
*Planície do Pampa ou Gaúcha

  * Aziz AB´Saber:No final da década de 50,O professor Aziz Ab’Saber alterou a classificação do relevo brasileiro do professor Aroldo de Azevedo de quem era discípulo.
Passou-se a partir de então a se considerar planaltos uma área em que os processos de erosão superam os de sedimentação; e planície, uma área mais ou menos plana em que os processos de sedimentação superam os de erosão, independentemente das cotas altimétricas.
 
 Essa classificação dividiu o território brasileiro em dez compartimentos de relevo:
Classificação de Aziz Ab’Saber


Planalto das Guianas: nessa área fica o Pico da Neblina com 3.014 m de altitude, sendo considerado o pico culminante do país
Planícies e terras baixas amazônicas: formados por terrenos de Terciário.;
Planalto do Maranhão Piauí;
Planalto central: planalto brasileiro; localizado na região central do Brasil;
Serras e planaltos do Leste e Sudeste;
Planície do Pantanal: formada por terrenos do Quartenário;
Planalto Nordestino;
Planalto Meridional;
Planalto Uruguaio Sul-Rio Grandense;
Planície e terras baixas costeiras: formada por terrenos atuais do Quaternário.
O Brasil está totalmente contido na Plataforma Sul-Americana e teve e a sua consolidação completada entre o período Proterozoico Superior e o início do período Paleozoico, com o encerramento no ciclo Brasiliano. 
A Classificação de Aziz Ab’Saber foi proposta em 1958 e o professor Ab’Saber despreza o nível altimétrico e dá ênfase aos processos geomorfológicos, onde planalto é uma superfície na qual predomina o processo de desgaste, e planície é uma área de sedimentação.


  * Jurandir Ross:Tendo participado do Projeto Radam e levado em consideração a classificação de Ab'Saber, Jurandir Ross propôs uma divisão do relevo do Brasil tão detalhada quanto os novos conhecimentos adquiridos sobre o território brasileiro nos dois primeiros projetos. Por isso, ela é mais complexa que as anteriores. Sua proposta é importante porque resulta de um trabalho realizado com o uso de técnicas ultramodernas, que permitem saber com mais conhecimento como é formado o relevo brasileiro.Esse conhecimento é fundamental para vários projetos (exploração de recursos minerais,agricultura) desenvovidos no país. São 28 unidades do relevo brasileiro foram divididas em onze planaltos, seis planícies e onze depressões.

 °Planaltos
Planaltos Compreendem a maior parte do território brasileiro, sendo a grande maioria considerada vestígios de antigas formações erodidas. Os planaltos são chamados de "formas residuais" (de resíduo, ou seja, do que ficou do relevo atacado pela erosão). Podemos considerar alguns tipos gerais.
 Planaltos em bacias sedimentares:o Planalto da Amazônia Oriental, os Planaltos e Chapadas da Bacia do Parnaíba e os Planaltos e Chapadas da Bacia do Paraná. Podem ser limitados por depressões periféricas, como a Paulista, ou marginais, como a Norte-Amazônica.
 Planaltos em intrusões e coberturas residuais da plataforma (escudos):São formações antigas da era Pré-Cambriana, possuem grande parte de sua extensão recoberta por terrenos sedimentares. Temos como exemplos os Planaltos Residuais Norte-Amazônicos, chamados de Planalto das Guianas nas classificações anteriores.
 Planaltos em núcleos cristalinos arqueados:São planaltos que, embora isolados e distantes um dos outros, possuem a mesma forma, ligeiramente arredondada. Podemos citar como exemplo o Planalto da Borborema. Planaltos dos cinturões orogênicos: Originaram-se da erosão sobre os antigos dobramentos sofridos na Era Pré-Cambriana pelo território brasileiro. A serras do Mar, da Mantiqueira e do Espinhaço são exemplos desse tipo de planalto. Fazem parte dos planaltos e serras do Atlântico Leste-Sudeste.

 ° Depressões
Nos limites das bacias com os maciços antigos, processos erosivos formaram áreas rebaixadas, principalmente na Era Cenozoica  São as depressões, onze no total, que recebem nomes diferentes, conforme suas características e localização.
 Depressões periféricas:Nas regiões de contato entre estruturas sedimentares e cristalinas, como, por exemplo, a Depressão Periférica Sul-Rio-Grandense.
 Depressões marginais: Margeiam as bordas de bacias sedimentares, esculpidas em estruturas cristalinas, como a Depressão Marginal Sul-Amazônica.

Depressões inter planálticas: São áreas mais baixas em relação aos planaltos que as circundam, como a Depressão Sertaneja e do São Francisco.

  °Planícies
Nessa classificação grande parte do que era considerado planície passou a ser classificada como depressão marginal. Com isso as unidades das planícies ocupa agora uma porção menor no território brasileiro. Podemos distinguir:
Planícies costeiras: Encontradas no litoral como as Planícies e Tabuleiros Litorâneos.

Planícies continentais: Situadas no interior do país, como a Planície do Pantanal. Na Amazônia, são consideradas planícies as terras situadas junto aos rios. O professor Aziz Ab'Saber já fazia esta distinção, chamando as várzeas de planícies típicas e as outras áreas de baixos-platôs.

Os pontos mais altos do relevo brasileiro (que, no geral, é marcado por baixas altitudes) são: o Pico da Neblina (com 2993,78 metros de altitude) e o de Pico 31 de Março (com 2972,66 m. de altitude).
As baixas altitudes dos relevos brasileiros são devido ao Brasil estar situado sobre uma enorme placa tectônica onde não há choque com outras placas,que originam os chamados dobramentos modernos,que resultam do movimento de colisão entre placas,onde uma empurra a outra chamado movimento convergente.

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